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Brasília

Criança desaparecida no Areal é encontrada morta

Arquivo Geral

29/12/2011 20h55

Luis Augusto Gomes
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O corpo de Beatriz Silva, de nove anos, foi encontrado no início da noite desta quinta-feira (29), na margem de um córrego, no Condomínio Canaã da Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo I. A menina estava desaparecida desde o dia de Natal, quando saiu de  casa, no Areal, para ir à padaria. O corpo estava coberto com folhas e um tronco de árvore.

O suspeito do crime, o pedreiro F.C.L.G., de 43 anos, confessou que abusou sexualmente e depois matou a garota por estrangulamento. Ela o teria  acompanhado ao local após a promessa de ganhar presentes. Ele deverá ser indiciado por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro, e pode pegar até 30 anos de prisão.

 

A polícia chegou até o suspeito depois de uma denúncia anônima feita à Delegacia de Repressão a Sequestros (DRS). Policias seguiram para o local e aguardaram até a chegada do pedreiro em casa, o que ocorreu por volta de 18h30. Segundo a polícia, o homem já estava com as malas prontas e pretendia fugir.

A princípio, o pedreiro não confessou o crime, mas levou os agentes a um local de difícil acesso, onde estava o corpo da menina, a 500 metros de sua casa. Ele chegou a dizer que teria um segundo envolvido no caso, mas o delegado Leandro Ritt, chefe da DRS, descarta essa hipótese.

Vizinhos do pedreiro contaram ter ouvido gritos e cachorros latindo incessantemente na noite do crime. Uma mulher disse ter encontrado o suspeito vagando pela rua. Numa conversa rápida, ele alegou ter perdido o sono. 

 

Policiais comentaram que F.D.L. reagiu a abordagem com muita frieza. Na delegacia, foi constatado que ele já tinha passagem por outros dois crimes e era procurado pela Justiça de Araxá (MG).

Segundo o delegado Leandro Ritt, o homem aparenta  distúrbios sexuais e pode ter feito outras vítimas. F.D.L. confessou outros crimes sexuais e furtos em Sumaré (SP). Ele foi encaminhado a DRS e passaria a noite prestando depoimento. A perícia vai confirmar as circunstâncias da morte e se houve o abuso sexual.

O pai da menina, Reginaldo Pereira do Nascimento, 51 anos, acompanhou o trabalho da polícia e inclusive esteve no local onde o corpo da filha foi encontrado.

Desaparecimento

 

Beatriz saiu de sua casa por volta de 11h do dia 25 passado para ir a uma padaria que fica  a  cerca de 200 metros de sua residência,  na QS 11 do Areal. Crianças que costumam brincar na região afirmaram que um homem vinha rondando a área, em diferentes carros, oferecia presentes e as convidava para passear.

 

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