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Brasília

Crack: Um fardo que se leva para sempre

Arquivo Geral

05/02/2012 7h20

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Progressivo, incurável e fatal, o fantasma da dependência química é impiedoso e mata um terço dos usuários no Distrito Federal. Envolvidos com drogas como o crack, os usuários são mortos nas ruas, vítimas de crimes violentos, ou de overdose, na “segurança” de suas casas. Na medida em que o vício avança, o destino dos aficionados pelas pedras está selado. Não existem ex-dependentes químicos e apenas dez em cada grupo de cem pessoas escravizadas pelo uso consegue emergir do fundo do poço. Os números são relatados por clínicas de reabilitação que existem em Brasília.

 

No DF, o que se tem são dados empíricos. Morre-se pouco de overdose e muito da violência relacionada às drogas. Os depoimentos recolhidos durante a reportagem do Jornal de Brasília não escondem: há quem mate por cinco pedras e quem seja morto por dever dinheiro ao “patrão”. Em geral, o crack se confunde com o número de homicídios. No linguajar técnico, o fenômeno é chamado de “cifra negra”. As autoridades sabem que existe um forte laço entre mortes violentas e consumo de drogas, no entanto não existem números precisos para confirmar a ligação. Integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança afirmam que, todos os anos, cerca de 70% das vítimas de homicídios têm envolvimento com o crime e passagens por uso, porte ou tráfico de drogas.

 

As histórias são muitas. Desde o caso da jovem que ficou conhecida como a “grávida do Setor Comercial Sul”, que perambulava por entre os carros caçando por mais pedras, passando pelo seminarista que sucumbiu ao vício do crack e até pelo relato do servidor público federal que está “limpo” há 12 anos, mas ainda convive com o medo de uma recaída (leia depoimentos ao lado).

 

Leia mais na edição deste domingo (05) do Jornal de Brasília.

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