Da Redação
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Fundada há seis anos, a cooperativa Maria Flor promove a inclusão social e gera emprego e renda a pessoas com deficiência. Atualmente, o projeto passa por dificuldades financeiras, o que torna inviável a continuidade dos trabalhos.
A equipe de cooperados é formada em sua maioria por ex-alunos e aprendizes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do DF (Apae-DF). Eles produzem forminhas para festas de casamento e de debutantes. Segundo a presidente da cooperativa, Linda dos Santos, a ideia surgiu em 2004, com o objetivo de criar uma associação que gerasse renda para familiares e aprendizes. “Quando a Maria Flor nasceu, havia um vínculo com a Apae. Seis anos depois, o vínculo terminou e começaram nossas dificuldades”, diz.
ESPAÇO
No início, o trabalho ganhou parceiros renomados, como a Petrobras. De 2005 a 2011, a sede era na Casa do Ceará, na 910 Norte. Nesse período as encomendas e vendas dos produtos artesanais eram um sucesso. Mas com o fim do vínculo com a Apae, surgiram problemas financeiros. O espaço da 910 Norte, que era alugado, não era compatível com a renda da cooperativa.
“As contas não batiam. Mal sobrava renda para nós, porque sempre honramos as despesas. Com os problemas, a Apae nos cedeu o espaço atual e agora não pagamos aluguel”, conta a diretora administrativa da casa, Maria Regina Carvalho.
Mesmo assim, as dificuldades não acabaram. Segundo a assessora da Organização das Cooperativas do DF (OCDF) Nídia Rios, após a troca de endereço, a cooperativa perdeu o mais importante meio para conseguir vendas. “Com a troca da sede, a Maria Flor perdeu o número do telefone. Ele era bastante conhecido e não pôde acompanhar a mudança, já que era de propriedade do CNPJ da Apae”, explica.