Da Redação
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Mais que reciclar o lixo, uma cooperativa na Cidade Estrutural recicla vidas. Um homem tinha tudo para continuar no mundo do crime e das drogas, mas teve uma oportunidade e mudou sua vida. Por meio da Cooperativa Sonho de Liberdade, reescreve sua história e ajuda a mudar a vida de ex e atuais detentos, e jovens em situação de risco, na Cidade Estrutural.
O projeto que recicla materiais do lixão para confeccionar bolas de futebol e objetos de madeira nasceu em 2007 e atualmente atende 60 pessoas (17 ex-presidiários, dez detentos e 23 pessoas da comunidade). Fernando de Figueiredo, 39 anos, é um ex-presidiário, ele é criador do grupo onde boa parte das pessoas já esteve envolvida no mundo do crime ou das drogas. A ideia surgiu dentro da cadeia, onde Fernando passou seis anos e meio. “Enquanto estive preso, participei de um projeto do Ministério dos Esportes onde a gente tinha que costurar bolas. Foi lá que aprendi o ofício”, afirma.
Ainda na prisão, Fernando já era um empreendedor, aproveitava o que aprendia nas oficinas. Preparava sanduíches, prensava-os no ferro de passar para vender quente aos visitantes e a outros presos. Depois que ganhou o direito ao semiaberto, passou a ser vendedor ambulante. Batia de porta em porta para mostrar as bolas que costurava. Com os colegas, planejava manter a fábrica quando ganhassem a liberdade. Mas só ele levou a ideia adiante.
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