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Brasília

Conselho Tutelar encontra crianças em situação de risco no Areal

Arquivo Geral

31/12/2011 7h05

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma das realidades constatadas pelo Conselho Tutelar de Águas Claras, depois de acionado pela polícia, foi o fato de as crianças que moram em casas no mesmo lote onde vivia Beatriz Silva estarem  fora da escola. Segundo Maria de Lourdes Silva Alves Feitosa, mãe da vítima, a vaga para Beatriz foi solicitada quando chegaram do interior de Goiás à região do Areal, porém não foi concedida.

Conselheiros tutelares da região administrativa afirmam não haver qualquer processo em aberto relacionado ao pedido. Vizinhos contam que Beatriz passava o dia na rua, brincando, sem nenhuma vigilância, com outras crianças. Policiais que atenderam o caso nos primeiros momentos teriam encontrado a casa da vítima com muita sujeira, restos de lixo e outros problemas.

Segundo o Conselheiro Tutelar de Águas Claras, Paulo Marcelo Paiva, houve negligência dos pais das crianças da casa por não buscarem vagas para seus filhos, que acabam ficando expostos. “Estamos fazendo uma advertência à mãe dos primos de Beatriz para que ela regularize a situação e matricule as crianças, assegurando esse direito básico. Sabemos que em algumas situações faltam vagas, mas, em geral, temos conseguido e é negligência dos pais que não põem os filhos na escola”, afirmou o conselheiro.

A mãe de Beatriz alegou ter tentado obter uma vaga para a filha. Segundo ela, a escola teria questionado o nível de escolaridade da menina. Embora a documentação indicasse que ela cursava a quarta série, na prática Beatriz  não era alfabetizada e sabia, no máximo, escrever o próprio nome.

Sem estrutura

Segundo outro conselheiro tutelar de Águas Claras, Augusto Cesar Souza, a região do Areal apresenta a mesma realidade de outras periferias e não conta com uma estrutura básica de atenção às crianças e adolescentes, como projetos sociais e centros de convivência, nem mesmo parquinhos. “Também sabemos que o Estado tem falhas como a falta de vagas na educação integral para estas famílias. É comum isto ocorrer. Os pais trabalham dias a fio, com baixos salários, e não têm condições financeiras de pagar babás, por exemplo. Não é desculpa, mas temos que analisar estas questões. Será que deveríamos tirar estas crianças do convívio familiar e levar para um abrigo? Será essa a melhor solução?”, questiona.

Leia mais na edição deste sábado (31) do Jornal de Brasília.

 

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