Menu
Brasília

Conselho tutelar avalia situação de criança após cárcere privado em Samambaia

Arquivo Geral

31/05/2012 7h10

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

A criança de um ano e dois meses que ficou em cárcere privado durante 16 horas na última terça-feira, em Samambaia, receberá medida protetiva do Conselho Tutelar. O pai da menina, J.F.S., 32 anos, está preso. A mãe, A.C.S., 18 anos, segundo a polícia, tem uma passagem pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), em 2008, quando ainda era menor de idade, por ato obsceno. Mãe e filha estão na casa de parentes.

 

Por conta de tudo isso, o Conselho Tutelar entrou no circuito para avaliar as condições em que a criança é criada. Segundo o conselheiro  Márcio Vieira, que está responsável pelo caso, o papel do conselho é acompanhar a situação da criança. “Temos de estudar o caso para ver se ela corre risco ou não. As medidas protetivas abrangem acompanhamento psicológico e acompanhamento de núcleo familiar”, afirmou.

 

Após a prisão, o pai da criança disse à polícia que brigou com a mulher  de madrugada,  depois de ela ter reclamado porque ele estaria usando entorpecentes, no caso, cocaína.  Segundo vizinhos, porém, o homem nunca se mostrou uma pessoa violenta. “Ele é amoroso com a filha, nunca vi nada de errado. Estou surpreso com tudo isso que aconteceu”, afirmou um morador.

 

De acordo com o delegado-chefe da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia), Mauro Aguiar, o acusado apresentou um comportamento instável, e, às vezes, parecia não se dar conta da gravidade do ocorrido. “A droga, principalmente a cocaína, faz com que a pessoa não tenha sono e fome. Ele ingeriu grande quantidade durante o dia. Se ingerisse mais, nosso receio era que  fizesse algo de mal à criança”, afirmou.

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (31) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado