Da Redação
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Um sargento do Corpo de Bombeiros está em meio a um fogo cruzado difícil de ser apagado. O carro dele, um EcoSport, envolvido na prática de direção perigosa, conhecida popularmente como cavalo de pau, atropelou três pessoas e chocou-se contra outros dois carros. O acidente ocorreu por volta das 7h de domingo, no Paranoá.
A polícia está investigando o caso e, segundo a delegada Jane Klebia Paixão, adjunta da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), responsável pelas apurações, as vítimas, o suspeito e testemunhas serão intimados a prestar esclarecimento. “Existem declarações conflitantes e precisamos saber quem está mentindo”, afirmou.
Os investigadores dizem que o local – um estacionamento ao lado do estádio e do ginásio poliesportivo – é um ponto de encontro onde centenas de jovens se reúnem nos fins de semana para ouvir som automotivo e dar cavalo de pau, com direito a aplausos, consumo de bebida alcóolica e uso de droga por alguns dos frequentadores.
As vítimas alegam que o atropelamento ocorreu depois que o militar teria feito cavalo de pau e entregue as chaves do carro para que um amigo mostrasse suas habilidades ao volante. No entanto, o condutor teria perdido o controle da direção, atropelado dois homens e uma mulher e, em seguida, colidido com um Gol e um Voyage. Os feridos não correm risco de morte.
Versões diferentes
Após o acidente, o condutor teria parado o EcoSport no estacionamento e fugido. O sargento teria entrado no carro e tentado dar partida, mas teria sido impedido por pessoas que estavam no local. Com receio de ser linchado, o militar teria sacado uma pistola calibre 380 e ameaçado atirar. Com receio de ser atingido, o grupo recuou.
Uma estudante que foi atropelada afirma ter ido ao local com três amigos após uma festa no Boqueirão, no Paranoá. Eles estavam encostados em um Gol, conversando e ouvindo música. O militar teria chegado em seu EcoSport, feito algumas manobras perigosas e depois passado a direção ao colega.
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