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Brasília

Comitê do Rio Preto discute usos da água

Arquivo Geral

22/06/2010 10h33

Os conflitos pelo uso da água continuam sendo os problemas mais constantes na bacia hidrográfica do Rio Preto, na divisa leste entre o Distrito Federal e os estados de Goiás e de Minas Gerais. Para solucionar este e outros desencontros, usuários de águas e  membros do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Rio Preto (CBH/AP) realizaram na última sexta-feira (18), no auditório da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), mais uma reunião ordinária.

 


A redução no volume de água do Preto e a escassez de água já identificada em determinados locais do rio, foi o tema central da reunião e é o principal motivo de preocupação irrigantes da região e representantes da sociedade civil organizada. A Companhia Energética de Brasília (Ceb), por exemplo, mostrou  preocupação com relação ao excesso de água que é retirada do rio e que pode comprometer o fornecimento de energia da Usina Hidrelétrica de Queimado.

Foram levantados também outros aspectos que concorrem para a redução dos níveis de água e seca de alguns córregos da região, como a utilização das águas dos afluentes do Preto em áreas urbanas sem o devido cuidado e a ausência de drenagem em vários eixos do rio, provocando a acumulação de lixo urbano.

 


O próximo passo definido pelo grupo é promover uma reunião convocando todos os órgãos gerenciadores dos recursos hídricos e os órgãos responsáveis pelo uso e tratamento da terra para definirem suas competências e ações no âmbito do comitê, bem como para unificar as informações, evitando o choque entre uma legislação ambiental e outra e conciliando todos os usos da água.

 

 

Saiba mais sobre a bacia hidrográfica do Rio Preto

 

O Rio Preto compõe a bacia do rio Paracatu, afluente da margem esquerda do rio São Francisco, e é a divisa leste entre o DistritoFederal e os estados de Goiás e de Minas Gerais. A bacia hidrográfica do rio Preto abrange superfície de 1.782km², dos quais 1.313km² estão no Distrito Federal (74%); o restante está nos estados de Goiás e Minas Gerais. A exploração econômica dessa bacia ocorre inteiramente no Distrito Federal, sendo quase que totalmente agrícola, com conseqüente uso intenso dos recursos hídricos da área. Na porção mineira da bacia, encontra-sea Usina Hidrelétrica de Queimados, cuja região alagada adentra uma pequena parte no extremo sudeste do Distrito Federal.

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