Menu
Brasília

Comitê apresenta soluções para combater o assoreamento do Lago Paranoá

Arquivo Geral

02/02/2012 18h56

A contenção do processo de assoreamento do Lago Paranoá, que já perdeu 7% de volume de água desde sua construção, exige o controle do avanço da urbanização na bacia hidrográfica e maior atenção às ações dos produtores rurais. O atual estágio do assoreamento – que pode afetar os múltiplos usos do lago – e a busca de soluções para o problema foram registrados em documento redigido com base no 1º Workshop sobre o assoreamento do Lago Paranoá, realizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá – CBHRP.

      
O documento sugere várias ações públicas, começando pela necessária integração de planos e programas, com efetiva fiscalização nas construções quanto à destinação dos sedimentos gerados. Os estudos apresentados no seminário apontam ainda sérios problemas referentes ao planejamento da drenagem urbana no DF e a ausência de mecanismos de fiscalização eficazes sobre a conduta adotada nos canteiros de obras quanto à destinação dos sedimentos produzidos.

      

Outras sugestões apresentadas pelo Comitê:

      
– O investimento em estudos ambientais na bacia do Paranoá, por meio da capacitação e atração de profissionais, permitiria a geração de dados robustos, diminuindo o grau de incertezas dos modelos preditivos sobre o assoreamento do lago;

      

– Organização e democratização de dados e informações referentes à bacia do Paranoá;

      

– Padronização dos métodos hidrossedimentométricos, permitindo a comparação de dados de diferentes origens;

      
– Medidas de controle de erosão em áreas rurais, de queimadas, florestamento e reflorestamento, manejo de pastagens, cultivos em faixas, cordões de vegetação permanente, rotação de culturas, canais de escoadouros, bacias de captação e investimentos em programas como “o Produto de Água”;

      
– Atenção no controle da erosão em áreas urbanas, como a revitalização das margens do lago Paranoá com plantio de mudas nativas, e atenção especial às fases de licenciamento e execução de obras em relação à disposição dos rejeitos e materiais de construção em locais adequados e protegidos contra o escoamento.

      
As regiões mais críticas em termos de assoreamento identificadas no Lago Paranoá são os braços do Riacho Fundo e do Bananal.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado