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Brasília

Comissão de Boas Vindas da UnB estuda alternativas ao trote

Arquivo Geral

23/07/2010 8h29

A Comissão de Boas Vindas da Universidade de Brasília está preparando a programação para receber os calouros do segundo semestre de 2010, em setembro. Uma das ideias é investir em práticas positivas como alternativas ao trote violento. Para elaborar essas alternativas, a comissão conta com a colaboração de toda a comunidade universitária. Até o dia 29 de julho, quem quiser submeter propostas à comissão pode fazê-lo através do email costa@unb.br

 

O professor Edgard Costa, coordenador da Comissão, quer utilizar a semana de boas vindas para receber os novos alunos com uma mensagem positiva. Na ocasião, será lançada uma cartilha de conscientização contra o trote violento. “Queremos mudar a forma como é entendido o rito de passagem para a entrada na UnB”, explica Rafael Morais, assessor de Juventude da Reitoria. A cartilha explicará porque o trote violento não pode ser considerado só uma brincadeira. “Incentivamos a prática do trote solidário e chamamos a responsabilidade veteranos e professores em difundir outra cultura”.

 

Ações tradicionais como as trilhas pela universidade e a Aula de Inquietação vao continuar. As trilhas – guiadas por professores e membros do Decanato de Extensão – serão uma oportunidade para que os recém chegados conheçam mais sobre a história e a arquitetura da UnB. A Aula de Inquietação – realizada desde 2009 – é conduzida por convidado especial no Teatro de Arena da UnB, onde os estudantes são convidados a participar do debate sobre algum tema marcante.

 

Outras atividades que esta sendo debatida é trazer de volta a oficina de teatro-fórum. É uma apresentação em que o público pode intervir e mudar o final. “No caso, haveria a encenação de um trote violento”, explica Rafael. Também haverá a distribuição de cartazes contando a história do trote nas Universidades. “Queremos mostrar que determinadas tradições vêm de um contexto medieval.” O material será fixado em lugares de grande circulação da Universidade.

 

Os trotes violentos inspiraram preocupação de pais de calouros em cursos da UnB. “Recebemos ligações de pais preocupados com a segurança de seus filhos” conta Edgard. “Houve o caso, inclusive, de uma estudante menor de idade da campus Gama da UnB cujos pais não conseguiam encontrá-la. O professor explica que muitas das práticas realizadas na recepção dos alunos são crimes e estão previstas nos códigos penal. “É caso de polícia”.

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