Bruna Sensêve
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Hoje é o primeiro dia da etapa final da Conferência Distrital das Cidades Extraordinária. Desde segunda-feira, o Jornal de Brasília trouxe uma série de matérias que mostram como as decisões tomadas nesses três dias afetarão a vida dos moradores do Distrito Federal. Todos os membros da sociedade civil que quiserem manifestar sua opinião sobre as propostas discutidas podem participar, no entanto, somente os 1.800 delegados eleitos durante as plenárias locais têm poder de voto.
A cidade com maior representatividade é Ceilândia, com mais de 250 delegados, seguida de Taguatinga, Samambaia e Planaltina, todas com mais de cem delegados. As regiões administrativas com menor representatividade são Varjão, com dez delegados, Sudoeste/Octogonal e Candangolândia, com menos de 20 representantes. Para definir a quantidade foi usado o critério de proporcionalidade, conforme o número de habitantes de cada região.
Os delegados eleitos foram divididos entre suplentes e titulares, vindos de seis segmentos: movimentos sociais e populares; poder público local; ONGs com atuação na área; entidades profissionais e acadêmicas; empresariado local; e trabalhadores representados por suas entidades sindicais. Os presentes nas conferências locais de cada um dos seis segmentos foram os responsáveis pela indicação dos delegados.
Foram realizadas 39 reuniões preparatórias para a conferência: 32 locais – uma em cada cidade e duas em Ceilândia e Taguatinga devido às suas características socioeconômicas – e sete fóruns, um em cada Unidade de Planejamento Territorial (UPT). Entre os principais temas discutidos estão a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), que determina quanto e como pode ser construído em cada lote, o Plano de Habitação de Interesse Social (Plandhis) e o Sistema de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Sisplan).
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