Augusto Dauster
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Dois veículos colidiram em uma curva de uma estrada próxima ao Condomínio Dom Bosco, na Cidade Ocidental (GO), por volta das 6:45h desta segunda-feira (4). O acidente aconteceu após a motorista de um Fiat Pálio, S.L., de 22 anos, perder o controle, invadindo assim a faixa da direita e batendo de frente com outro veículo, um Fiat Uno guiado por A.M.M.S, 37 anos, com dois passageiros a bordo.
Segundo informações da polícia e de pessoas presentes no local, os motoristas dos dois veículos tiveram ferimentos graves, incluindo fraturas no fêmur e traumatismo craniano, mas não correm risco de vida. As demais vítimas tiveram apenas escoriações leves.
As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e levadas de helicóptero para o Hospital de Base, em Brasília.
A esposa do motorista do veículo Fiat Uno, T.R., 36, contou que o marido trabalha como marceneiro em uma empresa em Brasília e seguia em direção à cidade, em companhia de dois assistentes, quando ocorreu o acidente. Ela informou que já conversou com a vítima e que apesar da gravidade das lesões, ele passa bem e se encontra consciente.
O carro responsável pela colisão pertence ao auxiliar administrativo, W.M., de 30 anos. Ele disse que havia emprestado o veículo para sua cunhada, pouco antes de acontecer o acidente. W.M. questiona a falta de sinalização no local, cheio de irregularidades e alcunhado pelos moradores da região de “curva da morte”, por conta de sua alta periculosidade.
De acordo com o W.M. é difícil contar o número de mortos naquele trecho. Ele acredita que sejam em torno de 10 óbitos nos últimos anos, sem que as autoridades competentes tomem uma atitude.
Outro morador da região, o bombeiro civil, A.B, de 40 anos, foi o responsável por prestar os primeiros socorros e chamar o resgate. Ele conta que a pista é muito utilizada como alternativa à BR 040, no caminho para Brasília. “Nós que conhecemos a pista andamos mais devagar, mas quem não conhece corre muito, acidente aqui é rotina”. Ele conta que também já foi vítima de um acidente na pista, “eu mesmo já capotei aqui”, explicou o morador da região, exibindo uma cicatriz, resultado de acidente, na curva, em 2004.