Francisco Dutra
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Devido a novas suspeitas de irregularidades, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) irá publicar no Diário Oficial do DF uma resolução cancelando as autorizações para a ocupação de lotes, termos de ocupação e documentos semelhantes emitidos pelo próprio órgão para os parcelamentos urbanos de interesse social entre 2008, 2009 e neste ano. A decisão também irá valer para os terrenos habitacionais para parcelamentos urbanos em desenvolvimento, com projeto urbanístico com pendências quanto à finalização e aprovação nas cidades de Santa Maria, Recanto das Emas e Ceilândia.
Os questionamentos quanto a estes processos já circulavam dentro da Codhab antes mesmo que a Polícia Civil revelasse o suposto esquema de fraudes na distribuição de lotes, nesta semana. A operação realizada pela Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) revelou dois supostos esquemas. Em um deles eram vendidos lotes que existiam apenas no papel. No outro, pessoas com grande pontuação para receber lotes tiveram os documentos falsificados. A documentação falsa era “revendida” para terceiros.
De acordo com a polícia, existem fortes suspeitas de que o esquema contava com servidores da Codhab e algunsrepresentantes de cooperativas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. A Decap ainda está investigando o caso. De qualquer forma, independentemente das investigações, a distribuição de lotes só poderá ser retomada depois das eleições.
Segundo a diretora Imobiliária da Codhab, Glória Rincon, o cancelamento irá atingir apenas lotes que ainda não foram disponibilizados para a população. A Codhab ainda está levantando o número exato de autorizações, termos de ocupação e documentos semelhantes que serão anulados. De acordo com ela, a decisão teve duas razões. Em primeiro lugar, quando os técnicos da Codhab começaram a analisar os documentos descobriram diversos pontos duvidosos, especialmente quanto aos critérios que teriam sido utilizados.
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