
Ter condições de pagar para ser atendido em hospital particular não é mais garantia de qualidade de atendimento no Distrito Federal. Os brasilienses não se sentem satisfeitos em pagar caro e ter de esperar horas para serem atendidos. Muito menos descobrir que desembolsaram valores muito altos por medicamentos e tratamentos, que em outras unidades da Federação chegam a ser metade do preço. Sem falar na exigências de deixar caução, mesmo proibido por lei. Prova disso é que no Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), pelo menos uma reclamação contra os hospitais particulares da cidade é registrada por dia.
E mesmo com a qualidade em baixa e tantas reclamações, os preços dos serviços cobrados continuam em curva ascendente. De acordo com o IBGE, de janeiro a outubro deste ano, os preços dos serviços de saúde no DF subiram em média 8,76%, contra uma média nacional de 6,8%. Quando analisado isoladamente, o índice dos hospitais assusta mais ainda: o brasiliense teve que desembolsar 10,55% mais.
“É uma situação revoltante, pois percebo que não está muito diferente do serviço público. A gente recebe discriminação e o atendimento é 50% aceitável. A minha vantagem é que sou preferencial e não espero por muito tempo, mas a emergência é sempre cheia”, afirma a engenheira Dora Elsa Caeiro, 63 anos.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, a maioria das reclamações é de demora no atendimento e de pessoas que discordam com os valores das contas. Tardin destaca que quando se trata de procedimentos privados, cada um pode ter um preço diferenciado. Por isso, o cliente deve ficar atento.
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