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Brasília

Cinto de segurança tem sido esquecido e não é adequado no banco de trás

Arquivo Geral

04/04/2012 7h10

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Afalta de segurança dentro dos veículos tem aumentado no Distrito Federal. Segundo o Departamento de Trânsito do DF (Detran), no ano passado a fiscalização aplicou  56,2 mil multas a pessoas flagradas sem cinto de segurança. Dessas, 6,3 mil estavam no banco dos passageiros. Um aumento significativo, já que em 2010 o número de multas chegou a 40,8 mil, sendo 4.651 delas para os passageiros sem cinto. Mas, além da falta de consciência dos usuários, outro fator é apontado como preocupante dentro dos veículos: a maioria dos cintos  dos bancos traseiros não garante a proteção aos usuários em caso de acidentes.

 

A Associação de Defesa do Consumidor (Proteste), que testou o equipamento em 20 veículos de várias marcas. O assento intermediário dos bancos traseiros (o popular banco do meio) apresentou o menor índice de segurança, pois não possui um cinto de três pontos, como nos dois assentos laterais. Dos 20 automóveis analisados, apenas um veículo oferece  cinto de três pontos em todos os assentos (veja quadro na página ao lado).

 

De acordo com a coordenadora Institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, os cintos dianteiros tiveram resultados melhores, mostrando que os fabricantes de automóveis optam por uma proteção menor aos assentos traseiros. A Proteste solicitou ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que obrigue as empresas automobilísticas a adotarem melhores sistemas de segurança.  “Já tínhamos notificado os fabricantes sobre essas questões, mas a situação se manteve”, afirmou Dolci.

A  Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se limitou a responder que a legislação responsável pelas normas técnicas de segurança para automóveis é cumprida integralmente pelas indústrias. O Denatran ainda não apresentou  resposta oficial sobre a pesquisa.

Prevenção

O simples ato de entrar no carro e afivelar o cinto de segurança evita cerca de 47% das mortes no trânsito, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). “O cinto no banco traseiro reduz entre 25% a 77% o risco de morte quando bem usado, mas somente se for o de três pontos”, informou o diretor da Abramet, Dirceu Rodrigues.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (4) do Jornal de Brasília.

 

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