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Brasília

Cidades são prejudicadas pela falta de energia elétrica no DF

Arquivo Geral

04/02/2012 7h09

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

Ceilândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Planaltina e as áreas rurais do Distrito Federal foram os locais mais prejudicadas pela falta de energia elétrica ao longo do ano passado. Isso foi constatado por meio de um levantamento parcial realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre janeiro e novembro de 2011, nos conjuntos de unidades consumidoras abastecidas pela Companhia Energética de Brasília (CEB).

A expectativa é que o levantamento anual de 2011 seja entregue pela Aneel até a primeira quinzena desse mês, mostrando a quantidade de interrupções de energia elétrica em todo o Distrito Federal. Em 2010, a apuração apontou 1,8 milhão de interrupções no fornecimento de energia feito pela CEB. Levando em conta os aproximadamente 890 mil consumidores existentes no DF, esse número seria o equivalente a uma média de pouco mais de duas interrupções por morador.

Segundo a Aneel, é preciso aferir todos os dados relativos a dezembro do ano passado para informar o resultado anual de 2011. A agência utiliza indicadores que apuram o dano ao consumidor de acordo com o mês, trimestre e ano, em cada um dos conjuntos de unidades consumidoras divididos pela distribuidora.

Mais prejudicadas
Cada conjunto engloba, pelo menos, duas regiões administrativas. Novembro do ano passado foi o último mês levantado pela Aneel. Na análise, o conjunto Pad-Jardim, responsável pela área rural de Planaltina, apresentou o maior período sem energia para os moradores – uma média de 4,01 horas no mês. Em outubro, chegou ao pico de 6,42 horas sem luz. Além disso, também apresentou a média de maior frequência de quedas de energia, ocorrendo 1,97 vezes em novembro.

Em novembro, o conjunto Contagem, que compreeende a Fercal e parte do Sobradinho II, ficou no segundo lugar no ranking, com quatro horas sem energia. Em seguida vieram as áreas responsáveis por Santa Maria (3,11 horas), Planaltina (2,70 horas) e Monjolo (2,62 horas), que abrange Recanto das Emas e Riacho Fundo.

No início do ano passado, os moradores do conjunto Ceilândia Norte ficaram, em média, 3,07 horas sem luz, a uma frequência de 2,29 vezes no mês. Em Ceilândia Sul, esse índice foi de 2,51 horas a cada 2,57 vezes. Em fevereiro, o índice subiu para uma média de 3,99 horas sem energia.

 

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