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Brasília

Ciclovia do Sudoeste é aprovada por moradores, mas ainda faltam alguns ajustes

Arquivo Geral

16/01/2012 7h01

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

A ciclovia do Sudoeste deu uma nova disposição aos moradores da região. De manhã, à tarde ou à noite, famílias caminham ou pedalam pelo novo calçadão. A obra ainda não está finalizada e apesar de já ter  problemas, a população aprovou a nova opção de lazer.

Para a servidora pública Camila Oliveira, a ciclovia possibilitará que ela faça atividades físicas sem sair de perto de casa. “Eu andava por outras regiões e era ruim, pois tinha que atravessar muitas ruas e a calçada era irregular. Agora ficou ótimo, pois melhorou nossa qualidade de vida. Falei até para o meu marido que agora podemos andar de bicicleta perto de casa sem precisa ir para o Parque da Cidade”, afirma.

Satisfeito também está o aposentado Lúcio Gomes, que todos os dias passeia com seu filho e a esposa. “A ideia da ciclovia é fantástica, pois nós somos muito fãs de bicicleta. A gente agora incentiva um ao outro e vem sempre a família inteira”, comenta. Lúcio anda de bicicleta há mais de 30 anos e diz que agora se sente mais seguro com a ciclovia. “Antes andávamos pela calçada e era ruim. Agora estamos bem felizes, temos espaço e qualidade”.
A ciclovia tem servido também para a caminhada de famílias com seus animais de estimação. A procuradora Márcia Leuzingee tem o costume de caminhar com seus cachorros pela via, o que não tem agradado parte dos ciclistas. “Sei que não é uma via para cachorros, mas a gente não atrapalha. Ficamos de olho para sair da frente de quem pedala”.

Mas para os ciclistas essa é uma preocupação. Muitas pessoas passeiam com seus cachorros e a via, que seria para incentivar a mobilidade urbana, em alguns pontos se torna uma “cachorrovia”. “Virou uma via que tem sido utilizada por pedestres e não por ciclistas. Se muita gente começa a andar pela ciclovia, fica impossível o trânsito de bicicletas”, observa o profissional de Educação Física Marcos Paulo.

A construção dos nove quilômetros da ciclovia está sendo realizada pela Oeste-Sul. As obras começaram no início de outubro passado e devem terminar no final deste mês. A construtora é quem vai construir a Quadra 500, autorizada em junho de 2011, após inúmeros embates judiciais. Estão previstos 22 prédios residenciais e seis comerciais para abrigar 40 mil moradores.

Leia mais na edição desta segunda-feira (16) do Jornal de Brasília.

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