Gabriela Coelho
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Apolícia
investiga a morte de uma criança de dois anos, no Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia. Ela teria sido eletrocutada após tocar em um fio desencapado na casa onde morava com a mãe e mais quatro irmãos. A polícia abriu inquérito para investigar se o dono do lote pode ser o responsável pela morte do menino.
De acordo com o delegado de plantão da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), Danilo Guimarães, a mãe da criança, a dona de casa D.A.F., 25 anos, estava morando no local há cerca de dois meses. “Em depoimento, ela afirmou que sempre alertou o dono do lote a fazer a ligação definitiva dos fios da bomba d’água do poço, temendo que algo acontecesse”, afirmou o delegado.
Segundo Guimarães, a mãe afirmou que o dono do lote, C.A.C., 57 anos, não levou as considerações a sério. “Ela contou que o homem dizia que as crianças eram pequenas e não teriam força de puxar os fios. Vamos ouvir o envolvido e só depois podemos dizer o que aconteceu. O corpo foi para o IML e só o laudo poderá dizer”, explica.
O proprietário do lote afirma que passou a maior parte do dia do acidente, quarta-feira, fora de casa. Ao contrário do que a mãe do menino diz, ele assegura que não foi comunicado sobre o problema. “Eu tinha ido fazer o sepultamento de uma tia. E a mãe do menino nunca falou comigo sobre esse fio. Poderia ter acontecido com qualquer um. Foi uma fatalidade”, diz.
socorro
Um vizinho diz que tudo aconteceu em questão de segundos. “A mulher estava fazendo café e as crianças estavam brincando no quintal, como era de costume. De repente, eu ouvi a gritaria, o corpo tremendo no chão e a mãe por cima dele. Ela saiu pela rua gritando com ele no colo e um vizinho ajudou, mas quando chegaram no hospital, ele já estava morto”, relata.
Segundo o homem, a mãe sempre foi cuidadosa com os filhos. “A criança que morreu deixou uma irmã gêmea e a mãe deles estava sempre atenta, brincando com eles. É uma mãe cuidadosa, que agora está desolada”, afirma.
O dono do lote diz que ontem um eletricista foi ao local consertar as possíveis irregularidades. “Ele me cobrou R$ 50 e arrumou tudo. Agora, nada mais vai acontecer”, completa.
Segundo a cartilha de prevenção de acidentes da Companhia Energética de Brasília, o primeiro passo ao socorrer uma vítima de choque é desprendê-la do objeto que conduz energia. A pessoa deve fazer isso sem tocar diretamente a vítima, utilizando um material isolante, como madeira ou borracha. Além disso, explica que todo equipamento elétrico instalado em áreas com presença de água deve ser aterrado.