Marina Marquez
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apreendeu, só nos seis primeiros meses deste ano, 1,5 tonelada de produtos de origem animal e vegetal no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Entre os produtos mais encontrados nas malas de brasileiros e estrangeiros que chegam de Lisboa, em Portugal, Aruba, Rosário, na Argentina, e Atlanta, nos Estados Unidos, estão queijos e pescados. No entanto, os sete fiscais que trabalham diariamente no desembarque dos voos internacionais já se depararam com muitos ossos de animais e até mesmo terra de origem vulcânica.
“Chega aqui todo tipo de produto. Semente, mel, osso de cavalo, pedra, fruta fresca, enlatados e por aí vai. O problema é que as pessoas importam essa matéria orgânica sem certificado sanitário e acabam perdendo, porque somos obrigados a recolher e destruir”, afirma o fiscal do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional do Mapa (Vigiagro), Fábio Schwingel. Há apenas três meses no cargo, o engenheiro agrônomo já se deparou com muitos produtos exóticos, entre eles um kit neolítico, trazido por um espanhol.
“Foi durante o jogo do Brasil e Coréia na Copa do Mundo. O espanhol passou no scanner que acusou matéria orgânica. Quando abrimos a mala ele trazia um pedaço de crânio de ovelha, costela de cavalo, cocô, pena de ave, pedras e mais. Um ambiente completo de caverna”, revela. E os produtos exóticos não são raros de se encontrar nas malas dos passageiros, de acordo com o fiscal. “A maioria deles é trazida para rituais religiosos. Nós entendemos o lado do passageiro, mas não pode. É perigoso para nossa agropecuária”.
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