Roberta Machado
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Quase cem casais subiram ontem ao altar do Maior São João do Cerrado, evento que realiza há quatro anos o sonho de quem não tem condições de oficializar a união. Anualmente centenas de casais enviam por e-mail ou carta suas histórias de amor com a esperança de serem selecionados para ganharem a cerimônia e a festa gratuitas. Nesta edição foram 1,5 mil depoimentos de noivos que pelos mais diversos motivos não puderam atar os laços do matrimônio.
“É uma seleção muito bonita, onde você acaba conhecendo histórias de amor que você acha que nunca podem acontecer”, conta Alexandra Franklin, a coordenadora do casório coletivo. São casos de casais que se conheceram na infância ou que moram em cidades diferentes, de noivos que foram ao cartório várias vezes, mas sempre desistiam, ou de namorados que tiveram de superar barreiras para ficarem juntos. Uma das noivas escolhidas para a cerimônia estava grávida de oito meses, mas entrou em trabalho de parto no dia anterior à festa. A ausência da nova mamãe foi o motivo pelo qual a tradicional centena de casais não estava completa – por razões de saúde, o casamento dela será realizado separadamente.
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