Bruna Sensêve
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Na lista para a marcação de uma mamografia na rede pública de saúde estão 1.253 pessoas. Grande parte delas está classificada com prioridade azul – a mais baixa escala de urgência. Três mulheres se encontram na faixa vermelha – a primeira delas tinha colocado o pedido na quarta-feira – e em breve deverá ser atendida. O registro mais antigo data de 23 de dezembro de 2011.
Esta é a realidade atual do Complexo Regulador do Distrito Federal, um dos responsáveis pelo encaminhamento de pacientes da rede pública para consultas e exames, especialmente aqueles de maior complexidade. Tantos pacientes em espera acabam fazendo com que prioridades sejam definidas pelos gestores, fazendo a distinção entre o paciente que precisa de atendimento emergencial e o que busca uma consulta de rotina.
No aguardo pela consulta com o radioterapeuta, a fila chegou a quase 400 pessoas. “Hoje, conseguimos suprir isso. Esse mês, o aparelho volta a funcionar e a possibilidade é de que o atendimento pela rede particular seja suspenso”, afirma Raquel Passos, coordenadora do Complexo Regulador.
Os procedimentos com menor gravidade podem aguardar na lista de espera que não está ligada à regulação, e sempre tem uma reserva para atendimento. Essa reserva é dinâmica e pode variar de acordo com a demanda para aquele procedimento.
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