Vinícius Borba
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As alucinações e o descontrole apresentados pelo homem que manteve a filha refém durante 16 horas na última terça-feira não são fato isolado nos relatos de pessoas viciadas. Casos como o de J.F.S., que após horas de uso levam a violência contra familiares podem também estar associados a traços de personalidade já existentes na pessoa. Ou, até mesmo, a transtornos psiquiátricos que se potencializam com o tempo e a intensidade de uso, segundo especialistas.
Os diversos momentos de tensão das negociações no caso do cárcere privado na QR 327 de Samambaia, estavam ligados, segundo os próprios negociadores, ao extremo estado de drogadição em que o homem se encontrava. Segundo relato da mulher de J., durante toda a noite ele teria cheirado cocaína. E o histórico de comportamentos violentos também preocuparam.
Os momentos de alucinação citados pelos policiais que atuaram na negociação, como frases totalmente desconexas e atitudes desorientadas em alguns momentos, apontam para um quadro bastante comum entre viciados expostos há mais tempo ao abuso de drogas.
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