Sheila Oliveira
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O caso de maus-tratos contra um cão da raça yorkshire, que culminou na morte do animal, na cidade de Formosa (GO), reacendeu o debate sobre a criação de regras para a venda de animais domésticos. A Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (ProAnima), entidade que recebe, em média, cinco denúncias por dia sobre maus-tratos contra animais em todo o DF, informou que vai iniciar, no próximo ano, uma campanha para evitar a venda dos bichos em pet shops e feiras da cidade.
“Proibindo a venda dos animais nestes lugares vamos evitar que mais casos como o que ocorreu em Formosa aconteça”, explica a presidente da ProAnima, Simone Lima. Segundo entidades em defesa dos animais, o ideal é que a adoção de bichos domésticos seja intermediada por organismos credenciados pelo governo, e que na hora de levar para casa um animal a pessoa assine um termo de compromisso garantindo os cuidados com o bicho.
“Hoje em dia, as pessoas compram um animal de estimação, no calor do momento, e passado esse período o tratam como algo descartável”, observa Simone.
No Distrito Federal, o caso mais grave ocorrido neste ano foi no Riacho Fundo. “Recebemos a denúncia de que um dono havia queimado o seu cachorro vivo. Mas por falta de testemunhas, o crime não pode ser investigado pela Delegacia de Crimes Ambientais (Dema)”, conta a presidente da ProAnima.