Ana Paula Andreolla e Carlos Carone
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Uma das irregularidades no inquérito que investiga o triplo homicídio na 113 Sul apontadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do DF, na madrugada da última sexta-feira, causou estranheza ao promotor responsável pelo caso, Maurício Miranda. O promotor, que tomou conhecimento das irregularidades pela imprensa, se diz incomodado com as divergências entre o relato dos advogados de defesa de Adriana Villela, considerada principal suspeita de arquitetar o triplo homicídio, e de um funcionário que trabalha no escritório que pertencia ao ex-ministro do Superior Tribunal Eleitoral e advogado, José Guilherme Villela.
O ex-ministro, a esposa dele, a advogada Maria Carvalho Mendes Villela e a principal empregada do casal, Francisca Nscimento da Silva, foram assassinados no dia 28 de agosto do ano passado, dentro de casa, com 73 facadas.
Os advogados de defesa de Adriana Villela, Rodrigo Otávio Barbosa de Alencastro e José Eduardo Alkmin, relataram à OAB que no início das investigações houve uma busca e apreensão no escritório dos Villela, sem mandado judicial. “A polícia invadiu o escritório e apreendeu documentos que até hoje não sabemos quais foram e onde estão. Na época que isso aconteceu, o filho do ex-ministro, Augusto Villela, escreveu uma carta para a polícia querendo saber quais foram os documentos apreendidos e onde eles estavam, mas a polícia nunca respondeu”, disse Alkmin.
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