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Brasília

Caje: 50% dos internos repetem delitos quando ganham a liberdade

Arquivo Geral

09/11/2011 7h40

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma linha tênue divide o sucesso na ressocialização de adolescentes em conflito com a lei e o retorno deles para o mundo da criminalidade.  Atualmente, metade dos cerca de 600 jovens que cumprem medida socioeducativa no Distrito Federal é marcada pela reincidência.

Não importa a unidade de internação pesquisada, sempre, 50% ou mais dos internos possuem uma longa ficha corrida de crimes que se repete ano após ano. Entre idas e vindas para o sistema de aplicação de medidas socioeducativas, os adolescentes esbarram na ausência de políticas públicas que garantam um trabalho efetivo de ressocialização.

Segundo a supervisora da Seção de Medidas Socioeducativas da Vara da Infância e Juventude (VIJ), Elda do Carmo Araújo, os programas de ressocialização que funcionam no DF são como gotas em um imenso oceano. “Passamos mais tempo apagando incêndios do que trabalhando na reinserção dos adolescentes”, afirma.

Ela explica que apenas 20% dos 600 jovens que cumprem medida socioeducativa (120) estão inseridos no mercado de trabalho ou participando de cursos profissionalizantes. “Há anos esbarramos nos mesmos obstáculos, que são a falta de investimento e orçamento do Executivo para realizar projetos para a ressocialização dos jovens. Com isso, os adolescentes acabam reincidindo em atos infracionais como roubos e tentativas de latrocínio”, analisa a supervisora.

Leia mais na edição impressa desta quarta-feira (09) do Jornal de Brasília.

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