A Caesb está realizando nesta semana, na Candangolândia, um trabalho de orientação sanitária e identificação de problemas, como ligações irregulares de águas pluviais nas redes de esgotos. A ação faz parte da operação “Água de chuva não é esgoto e esgoto não é lixo”, que vai estar, ainda, durante mais quatro semanas, no Núcleo Bandeirante, Guará I e II e parte baixa de Águas Claras.
Segundo a coordenadora de Fiscalização e Orientação das Instalações Hidrosanitárias, Zélia Aparecida de Souza, “o objetivo da operação é disseminar informações sobre a conduta adequada com o saneamento”. Uma equipe formada por 32 técnicos da Caesb e da Agefis está passando em algumas casas, escolhidas por amostragem, para orientar a comunidade e identificar possíveis problemas. “Esperamos que um vizinho passe a informação para outros vizinhos e, assim, todos sejam conscientizados”, esclarece Zélia.
Ao chegar às casas, os técnicos identificam os problemas, orientam os moradores, os notificam e autuam os casos de ligações irregulares. A água da chuva (pluvial) nunca deve ser despejada na rede coletora de esgotos, pois tem grande volume e pode obstruí-la e danificá-la. Esse entupimento ou obstrução, muitas vezes, provoca refluxo de esgoto pelos ralos e pias para dentro das moradias. A água da chuva que desce pela calha, quando é lançada nos ralos que se direcionam para a rede de esgoto sobrecarrega esta rede da Caesb e extravasa para a rua, rios, córregos, para dentro dos imóveis, entre outros danos. Para evitar esses problemas, as calhas devem lançar a água da chuva diretamente na rua, ou seja, para a guia ou galerias de águas pluviais.