Menu
Brasília

Caesb diz que rompimento de manilha foi devido à ligações clandestinas na rede

Arquivo Geral

12/01/2012 17h11

Eric Zambon

eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

 

O rompimento de uma manilha que provocou a queda de uma caixa de inspeção ao lado da pista nas proximidades da Ponte Costa e Silva, somou-se, na manhã desta quarta-feira (12), a outros contratempos creditados pelas autoridades e órgãos competentes às chuvas no Distrito Federal e Entorno. 

 

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) disse que o rompimento da tubulação que interditou uma faixa da Ponte Costa e Silva aconteceu devido às fortes chuvas que, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ultrapassaram os 53% previstos para todo o mês de janeiro nos primeiros 10 dias de 2012. A assessoria da Caesb elucidou, porém, que são as ligações clandestinas da rede de água pluvial com a rede de esgoto feitas em residências ou condomínios do DF que aumentam a pressão da água nos canos e geram esse tipo de problema. A assessoria colocou a culpa do incidente na ponte exclusivamente nessa irregularidade e alegou não haver problemas de manutenção com o cano rachado.

 

A Caesb informou que realizou inspeções no ano passado e, só na Candangolândia, por exemplo, constatou cerca de 300 ligações irregulares.

 

Segundo o setor de fiscalização de serviços públicos da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), a “gambiarra” que liga a tubulação de drenagem de águas da chuva com a rede de tratamento de esgoto e vice-versa é feita, por vezes, por falta de conhecimento e representa um grande problema não só no DF. O Brasil adota o sistema, ao menos em teoria, do separador absoluto, em que as duas redes citadas são individuais e não deveriam se cruzar. Esse tipo de irregularidade pode comprometer os dois sistemas.

 

Algumas das redes pluviais do DF, por supostamente apenas drenarem as águas da chuva, que deveriam ter um grau aceitável de limpeza, caem diretamente no Lago Paranoá. Interligar o sistema de esgoto com o de drenagem poderia, entre outros problemas, contaminar um dos maiores lagos artificiais do planeta.

 

A Caesb afirma que a manilha rompida na Ponte Costa e Silva já estava desobstruída e sem vazamento no meio da tarde desta quinta, enquanto técnicos do Instituto Brasília Ambiental  (Ibram) ainda analisavam se houve algum impacto do esgoto transbordado na pista no Lago Paranoá.

 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado