Camila Costa
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Parentes de vítimas de acidentes de trânsito no Distrito Federal fazem, diariamente, a mesma pergunta. Até quando a impunidade prevalecerá? Depois de ver a neta morrer ao ser atropelada por um motorista embriagado, em 2009, Cleusa Maria Gonçalves Martins sofre todas as vezes que é preciso cruzar na rua com o homem responsável pela interrupção da vida de Yasmim Alice Martins de Jesus, na época com apenas cinco anos.
Como ela, centenas de outras vítimas indiretas sofrem com a flexibilidade do processo jurídico. Para tentar amenizar essa sensação de impunidade da população, órgãos apostam em medidas mais rígidas.
Desde a sanção da Lei Seca, em 2008, cerca de 32,5 mil motoristas foram flagrados na direção sob o efeito do álcool. Em 2011, 16 mil motoristas foram autuados e, até o dia 30 de outubro, 13 mil só por embriaguez.
Ainda no mês passado, foram registrados 32 acidentes fatais, com 36 mortes. Mais de 50% dos casos tiveram o álcool como protagonista das tragédias.
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