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Brasília

Brasilienses ainda não se sentem seguros ao atravessar a faixa de pedestre

Arquivo Geral

01/04/2012 9h46

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Mesmo com a queda no número de mortes, o brasiliense tem a impressão de que cada vez mais motoristas desrespeitam a faixa de pedestres. Hoje, a lei que obriga os condutores a respeitar a faixa comemora 15 anos no Distrito Federal. Em 2009, por exemplo, foram 11 mortes. No ano seguinte, as perdas recuaram para sete. E ao longo de 2011 as fatalidades encolheram para quatro.

Na contramão destes números, a população flagra cada vez mais condutores desrespeitando a faixa. Segundo pesquisa do Departamento de Trânsito (Detran), hoje 85% dos motoristas respeitam a faixa. Para os pedestres, a tendência é que o número diminua, caso nada seja feito.

De olhos atentos ao trânsito, o pesquisador da Universidade de Brasília Paulo César Marques considera que os motoristas estão, aos poucos, começando a desrespeitar a faixa, mesmo quando o pedestre faz o sinal estendendo o braço para os carros passarem, popularmente conhecido como “sinal da vida”. Na análise do especialista, é preciso que o governo faça campanhas educativas para conscientizar os motoristas, especialmente os mais jovens e aqueles que vieram de outros estados recentemente. A reportagem do Jornal de Brasília flagrou diversos motoristas desrespeitando a travessia, no  Plano Piloto, ontem. “Quem viveu os primeiros anos da faixa absorveu a cultura de respeito. Mas temos motoristas chegando. E entre eles encontramos uma cultura da velocidade e de que o carro é um instrumento de poder. Eles devem ter outros valores e atitudes”, diz.

Alerta

Apesar da situação de alerta, Paulo César considerou que o saldo  é positivo nestes 15 anos de faixa de pedestre. Segundo ele, nenhum estado da Federação conseguiu cultivar uma cultura de respeito no mesmo nível do DF. O diretor-geral do Detran, José Alves Bezerra, disse à reportagem que uma intensa campanha de conscientização de respeito a faixa deverá vir a público em breve e que o órgão também estuda a intensificação da fiscalização dos pontos de travessia.

 

Leia mais na edição impressa deste domingo (1°) do Jornal de Brasília.

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