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Brasília

Brasília na rota do tráfico humano

Arquivo Geral

07/08/2010 10h49

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

OAeroporto Internacional Jucelino Kubistchek é um dos pontos da rota do tráfico internacional de seres humanos. “Aproximadamente 80% das mulheres enviadas a Portugal e Espanha são goianas e embarcam pelo JK ou pelo Aeroporto Internacional de Congonhas (em São Paulo)”, afirma a professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UNB) e pesquisadora, Maria Lúcia Leal. No Distrito Federal, há casos de aliciamento, mas com menor frequência. 

 

As vítimas, geralmente, são mulheres e adolescentes com idade entre 15 e 25 anos. “Elas estão em situação de vulnerabilidade social, com condições socioeconômicas baixas e podem ter sido vítimas de algum tipo de violência, dentro ou fora de casa”, detalha o assistente técnico do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), Sabino Manda.

 

Os homens são maioria entre os traficantes, na maior parte dos casos com mais de 30 anos. As aliciadoras costumam ser mais velhas, o que confere maior credibilidade, e foram vítimas no passado. As ofertas são de altos ganhos, geralmente como modelo. “As vítimas embarcam movidas pelo sonho de ganhar muito dinheiro, ajudar a família, comprar uma casa. Já pegamos aliciadores com fotos de pontos turísticos europeus utilizados para persuadir”, afirma a pesquisadora do Cecria, Aldair Brasil.

 

A realidade, porém, é muito diferente. “Algumas ficam em cárcere privado, tem os documentos retidos para evitar fuga, ficam endividadas, porque os traficantes cobram desde os custos com a viagem até com a  alimentação. As que conseguem escapar evitam denunciar por medo de serem mortas, já que as quadrilhas são muito bem articuladas”, detalha Aldair Brasil.

 

Para evitar que a capital federal figure na lista das unidades da Federação com maior quantidade de casos, entidades e governo investem em prevenção.
Ações no DF

O Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no DF, em parceria com o Ministério da Justiça, realizou ontem, a primeira Oficina de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em escola na Ceilândia. Cerca de cem alunos do 3º ano do Ensino Médio participaram da ação.
 

Leia a matéria completa na edição deste sábdo (7) do Jornal de Brasília

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