Uma família afirma que o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) cometeu erro médico após um bebê ter a clavícula fraturada durante o parto. De acordo com a família, a mãe da criança também sofreu com o ocorrido, já que ficou internada no hospital com dores e problemas para movimentar as pernas. “Hoje (30), ela me ligou dizendo que conseguiu movimentar a perna, mas ainda sentindo muita dor”, conta Giliardi Antunes Barbosa, de 26 anos, pai do bebê. Segundo ele, ela ainda não tem previsão de alta. O parto ocorreu no último dia 19.
Barbosa afirma que antes de irem para o Hran, ele tinham passado primeiro em um posto de saúde em São Sebastião, que pediu para que eles fossem ao Hospital Regional da Asa Sul (Hras) – atual Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). No Hmib, eles teriam sido informados que o parto não poderia acontecer no hospital, por conta de bactérias que poderiam infectar o bebê e a mãe. Só então, eles foram para o Hran, onde foram atendidos.
A Secretaria de Saúde informou que os casos de infecções no Hmib ocorreram há mais de um mês e a situação já foi controlada. De acordo com a Secretaria, o Hmib é referência para partos complicados, como parto de bebês prematuros por exemplo. Neste caso, eles teriam sido transferidos ao Hran, provavelmente, porque era uma situação que não requeria procedimentos complexos.
Apesar das afirmações da família, a Secretaria garante que o parto ocorreu de acordo com as normas padrões para bebês que nascem acima do peso – neste caso, o bebê nasceu com o peso em torno de 4kg. Sobre a fratura na clavícula do bebê, a Secretaria afirma que houve apenas um deslocamento, e que isso costuma acontecer neste tipo de caso. A Secretaria também diz que como a mãe foi submetida a uma cirurgia durante o parto, em que teve 15 pontos, também é normal que ela sinta o que está sentindo e que, desde o parto, passa por todo o tratamento necessário no hospital.