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Brasília

Banheiros públicos estão em situação precária

Arquivo Geral

10/04/2012 7h04

 

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Sentir vontade de ir ao banheiro nas ruas do Distrito Federal é um sofrimento. Além da falta de sanitários públicos, os pouco disponíveis estão quase sempre imundos ou depredados. O Jornal de Brasília percorreu o Plano Piloto, Ceilândia e Taguatinga e constatou a situação alarmante dos banheiros públicos, e a falta deles em alguns locais. Para a maioria dos usuários, as únicas opções lógicas quando “a natureza chama” são: se segurar ou fazer na rua.
No centro de Ceilândia, a reportagem constatou apenas um banheiro para atender a comunidade. No entanto, sequer é público, pois pertence ao ponto de táxi do local. “Foi preciso colocar um cadeado no banheiro, senão os moradores de rua entram e  roubam tudo. Um verdadeiro incômodo”, contou o taxista Agamenon Vieira, 56 anos.

Na  Praça do Relógio, em Taguatinga, há dois banheiros previstos para a população. Apesar dos sanitários apresentarem boas condições de uso atualmente, prestadores do serviço de limpeza do local, que preferiram não se identificar, revelaram que os próprios usuários depredam os banheiros com frequência, quebrando portas e arrancando torneiras. Segundo moradores e usuários, o local também é ponto de tráfico de drogas e prostituição, mesmo estando a poucos metros da Administração de Taguatinga.

“Da última vez que usei o banheiro, faltava água em uma das torneiras. As condições são péssimas, muito por causa de pessoas mal-educadas que não sabem usar”, disse o aposentado José Ferreira, 62 anos.

No Plano Piloto, a situação não é diferente. O Setor Comercial Sul tem dois banheiros públicos. Um totalmente queimado, por ação de vândalos, e o segundo em condições insuportáveis, devido ao mau cheiro e fezes espalhadas no chão.  “Prefiro me segurar do que usar um desses banheiros”, diz o gerente de clubes Albernir Leal, 47 anos, que  conta com a boa vontade dos comerciantes quando precisa usar o sanitário. “É muito mais higiênico”, completou.

 

Leia mais na edição desta terça (10) do Jornal de Brasília.

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