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Brasília

Bandidos fazem reféns por quatro horas durante assalto a supermercado

Arquivo Geral

29/03/2012 7h11

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

Um comerciante, dono de um supermercado na EQNN 8/10,  Guariroba, em Ceilândia, e sua família viveram momentos de tensão e medo, na manhã de ontem. Na ação, eles foram mantidos reféns por cerca de  quatro horas.  Os delinquentes passaram por Ceilândia, Riacho Fundo, Brazlândia e Estrutural com parte das vítimas. Os quatro ladrões levaram três veículos, dinheiro, joias e computadores, onde parte do crime foi gravado.  Mais três pessoas  sofreram roubo com restrição de liberdade da vítima, das 20h de terça-feira às 8h de ontem, em outras ocorrências.

A ação em Ceilândia  impressionou autoridades da Segurança Pública pela ousadia. O secretário Sandro Avelar preferiu não comentar o caso, mas disse que é preocupante. Tudo começou por volta das 6h30. O gerente A.B.F., 33 anos, abria o supermercado da família,  quando foi surpreendido pelos bandidos, três deles armados. Eles queriam abrir o cofre,  pois tinham informação de que havia R$ 1 milhão guardado.

A.B.F. foi levado no próprio carro,  um Astra, à casa dos pais, no Riacho Fundo I. O comerciante e a mulher também foram rendidos. Os ladrões revistaram a residência por mais de uma hora e deixaram o local com os pais e o filho no carro do rapaz e no Citroën do comerciante.

 

Os três foram levados ao Incra 9, perto de Brazlândia, onde os pais ficaram amarrados, enquanto o filho era levado ao supermercado. Um dos ladrões teria dispensado os funcionários, alegando que o comércio não abriria porque o dono havia passado mal e estava hospitalizado.

  Os suspeitos obrigaram A.B.F. a telefonar para o irmão W.B.F., 41 anos, morador no Núcleo Bandeirante, pedindo que ele fosse ao supermercado.  O homem suspeitou, perguntou se os pais estavam bem, mas, mesmo assim, foi ao estabelecimento, num Peugeot. Lá, descobriu que a família era mantida refém e os autores queriam o dinheiro do supermercado.   

Os irmãos abriram o cofre. Os ladrões recolheram o dinheiro e fugiram. Além do Peugeot, levaram a CPU com as imagens no supermercado. A. e W. foram deixados amarrados no Lixão da Estrutural.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (29) do Jornal de Brasília.

 

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