Da Redação
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APolícia Militar de Goiás apresentou dois suspeitos de participação no homicídio do bancário do Banco de Brasília (BRB) Deoclecio Leda Azevedo Neto, 46 anos, morto com três tiros quando deixava a área reservada aos caixas eletrônicos, numa agência bancária na Avenida T-63, no Setor Bueno, em Goiânia. Um dos supostos autores é um adolescente de 16 anos.
De acordo com informações da Polícia Militar goiana, os dois foram presos em suas casas, que ficam no Setor Pedro Ludovico. A PM acredita que os disparos tenham sido efetuados pelo comparsa do adolescente, um rapaz de 22 anos. As suspeitas são respaldadas pelas imagens do circuito interno do banco, que foram analisadas pela polícia. As gravações mostram os jovens abordando a vítima e um deles efetuando o disparo que matou Deoclecio.
A dupla foi apresentada na Delegacia de Homicídios de Goiânia. Com eles foi encontrado um revólver calibre 38 com duas munições intactas e duas deflagradas. Além da camiseta, do boné e da motocicleta utilizados na noite do crime.
De acordo com o primeiro-tenente do Batalhão de Choque Murilo Rodrigues Felício, tudo leva a crer que se trata realmente de dois dos suspeitos pela morte do bancário. “Tanto que um terceiro suspeito, que não foi apreendido, atentou contra a vida do nosso informante”, revela o policial. O policial acredita que a motivação para o crime tenha sido a reação da vítima. Como Deoclecio foi encontrado com seu crachá funcional, desconfia-se que os criminosos atiraram no bancário por acharem que ele era funcionário da agência.
Uma amiga da família do bancário, a professora de uma escola pública em Valparaíso, Cristiane Cardoso, 31, disse que a ineficiência do poder público e as greves constantes das polícias deixam a população à mercê da criminalidade. “Tenho um filho de 9 anos e não o deixo ir nem até o portão de casa porque temo o que pode acontecer. Como trabalho no entorno, vejo a violência de perto. As próprias crianças parecem que já nascem com um instinto violento e essa atitude é responsabilidade também dos próprios pais, que, muitas vezes, não tiveram acesso a uma educação de qualidade”, opina.
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