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Brasília

Audiência de instrução do Caso Vilella continua nesta quinta

Arquivo Geral

08/11/2011 20h25

O Tribunal do Júri de Brasília dá continuidade, nesta quinta-feira (10/11) e na sexta-feira (11/11), a partir das 9h, à audiência de instrução processual do chamado Caso Villela que envolve o assassinato do ex-ministro José Guilherme Villela, de sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela e da empregada Francisca Nascimento da Silva. Durante os dois dias designados pelo juiz, deverão ser ouvidas testemunhas arroladas pela acusação, entre elas peritos que atuaram no caso. Se houver possibilidade, será iniciada a oitiva das testemunhas de defesa.

Os homicídios aconteceram em agosto de 2009, no apartamento da família, na 113 Sul. São acusados do crime a filha do casal Adriana Villela, suposta mandante, o ex-porteiro do prédio, Leonardo Campos Alves, e também Paulo Cardoso Santanta e Francisco Mairlon Barros Aguiar.

O primeiro dia de audiência aconteceu nessa sexta-feira (4/11) com o depoimento da delegada Mabel Faria que falou durante sete horas. Ela afirmou que, desde o início, Adriana era considerada suspeita e que “ao longo das investigações, essa suspeição foi se robustecendo”. Em seguida, foi ouvida a neta das vítimas que respondeu várias perguntas acerca de como descobriu o crime ao procurar pelos avós em seu apartamento e sobre o relacionamento de sua mãe com os pais.

O triplo homicídio aconteceu em agosto de 2009 e os autos do processo foram distribuídos ao cartório no dia 1º de outubro. Em outubro de 2010, o juiz do Tribunal do Júri de Brasília acatou a denúncia do MPDFT. Segundo a peça acusatória, Adriana, auxiliada pelos outros acusados, “utilizando-se de instrumentos pérfuro-cortantes, teria ceifado a vida de seus genitores (…), bem como de Francisca Nascimento da Silva, o que fez de forma premeditada, tendo como motivação conflitos de família por assuntos financeiros”. E, prossegue: “Na mesma oportunidade subtraiu, em proveito próprio, diversas joias pertencentes à mãe, a exemplo de cerca de U$70.000,00 (setenta mil dólares) de propriedade do casal.”

Os réus foram denunciados por homicídio triplamente qualificado e por furto qualificado. Atualmente, o processo soma cerca de 10,4 mil folhas, em mais de 50 volumes.

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