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Brasília

Associação capacita moradores da Estrutural para o artesanato

Arquivo Geral

28/01/2012 9h37

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

A necessidade cria a oportunidade. E foi exatamente assim que surgiu a Associação Mãos que Criam na Cidade Estrutural, reunindo mulheres que garantem, com o artesanato, um complemento à renda familiar.

A associação começou a funcionar há dez anos a partir de uma demanda local. Naquela época, a Estrutural ainda era uma invasão, o que acabava criando um preconceito contra os moradores e dificultando a obtenção de trabalho. “Quando alguém dizia que era daqui, logo era excluído. Precisávamos profissionalizar os moradores. Mais que isso, dar oportunidade de crescimento e despertar na cidade o empreendedorismo”, relata  Sonia Maria Mendes, presidente da entidade.

E é com essa filosofia que a associação trabalha até hoje, oferecendo cursos gratuitos de reciclagem de garrafas pet, corte e costura, reciclagem de jornais, biscuit, serigrafia, bordados e crochê. E tudo gratuito.

A educadora Francisca dos Santos decidiu, há sete anos, participar das oficinas oferecidas pela entidade. Ela conta que, no início, não gostava de artesanato, mas optou por participar para aprender um ofício e, quem sabe, poder ganhar uma renda extra.

“Eu ficava só em casa e não tinha algo que pudesse me dar um ganho. Fiz o curso e me apaixonei pelo artesanato”, ressalta. Francisca gostou tanto que participou de todas as oficinas e hoje é educadora. Além de produzir seu próprio artesanato, ela  ajuda a formar novos artesãos e profissionais.

Profissionalismo
O foco maior da Mãos que Criam é fazer com que os moradores da região possam desenvolver seus trabalhos  de forma profissional. Para isso, é feito um acompanhamento e encaminhamento para emprego em entidades e empresas parceiras. Além disso, a associação mostra ao morador que tem dificuldades de sair que ele pode trabalhar em casa, como faz a costureira Maria José Rodrigues Soares.

“Eu tenho uma máquina de costura em casa, sempre mexi nela, mas fazia poucas coisas. Depois que fiz o curso, me profissionalizei. Hoje as pessoas me conhecem e me procuram muito mais. E faço tudo sem sair de casa”, conta, com um sorriso estampado no rosto.

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