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Brasília

Assassinato no Riacho Fundo envolveu ciúme, afirma delegado

Arquivo Geral

23/12/2016 7h00

Atualizada 22/12/2016 21h17

“Quando ele saiu da prisão, armou o plano diabólico”, conta o delegado Amarildo Fernandes. Foto: Hugo Barreto

Jéssica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br

O crime que vitimou Alexandre Medina, 42 anos, pode ter sido passional. Ele foi morto a marretadas no Riacho Fundo e teve seu corpo abandonado e incendiado longe do DF. Segundo a Polícia Civil, a principal motivação envolve uma investida da vítima sobre a esposa do autor. Eduardo Nobre Barbosa de Melo, o “Firma”, 33 anos, cometeu o assassinato menos de 20 dias após receber progressão de pena. O criminoso cumpria prisão domiciliar por furto e roubo.

Alexandre vendia churrasquinho na rua e estava desaparecido desde 5 de dezembro, quando a família procurou a 29ª DP (Riacho Fundo). Uma denúncia anônima ajudou a polícia a encontrar o corpo em Alexânia (GO).

Segundo o delegado Amarildo Fernandes, Alexandre flertou com a esposa de “Firma” quando ele cumpria pena em regime fechado. “A vítima manteve contato com ela, a convidou para morarem juntos. A própria esposa teria contado ao marido em uma visita ao presídio. Quando ele saiu da prisão, armou o plano diabólico. Presumimos que seja a principal motivação”, apontou. Uma dívida de R$ 3 mil referente à venda de uma moto também é apontada como causa.

O crime ocorreu em um barraco no Caub, no Riacho Fundo. “Firma” teria golpeado o homem e chamado o comparsa, Josival Calisto de Brito, o “Landuá”, 43, para esconder o corpo. À polícia, o ajudante confirmou a participação. “Firma”, no entanto, preferiu o silêncio. Ambos estão presos temporariamente.

“Além de premeditar o crime, Firma cuidou dos detalhes de como ocultar o cadáver e cuidar da cena do crime. Ele é experiente, sabe que se poderia encontrar vestígios de sangue mesmo limpando, mas encontramos rastros no carro e na casa”, explicou o delegado. Os suspeitos tentaram esconder evidências jogando óleo no automóvel usado para levar o corpo e trocando o piso do barraco onde o crime ocorreu. No veículo havia um galão com cinco litros de gasolina.

Na casa de “Firma”, policiais localizaram um documento supostamente enviado por um detento pedindo que ele articulasse entrada de drogas no presídio. Conforme o delegado, o documento faz referência a uma facção conhecida como Comboio do Cão, responsável por roubos e homicídios com requintes de crueldade.

Memória

Crimes passionais

  • Essa é a terceira suspeita de crime com motivação passional registrada no DF em menos de uma semana. No domingo, um homem de 30 anos foi assassinado a tiros em Samambaia. A suspeita é de que Bruno César Oliveira tenha sido morto pelo policial militar Kléber Ferreira por conta de um relacionamento extraconjugal entre a vítima e a esposa do PM. O cabo se entregou no dia seguinte. Na semana passada, um homem pagou R$ 10 mil para uma dupla matar o amante da mulher dele. A vítima levou um tiro, mas não morreu, e o mandante e executores foram presos.

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