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Brasília

Asfalto não suporta o trânsito intenso do DF

Arquivo Geral

12/01/2012 7h12

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Achuva tem sido apontada  como responsável pelos buracos que surgem no asfalto por todo lado do Distrito Federal. Os especialistas até admitem que ela complica, mas apontam outros fatores como agravantes do problema, como a falta de infraestrutura das vias, problemas com manutenção e, agora, para completar, a falta de massa asfáltica, utilizada para tapar os buracos.   Mesmo depois de a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) recolocar o material, com a frequência dos problema, ele volta a faltar.

 

O secretário de Obras, Otto Silvério, argumenta que é natural, neste período de chuva, que os materiais usados para a produção de massa asfáltica fiquem em uma umidade desfavorável para a boa qualidade do produto, e isso prejudicaria o conserto dos buracos. Silvério explica ainda que o dono de uma das empresas fornecedoras do Governo do Distrito Federal (GDF) morreu, o que causou um contratempo na entrega do material. “Somado a esses dois fatores, com a chuva intermitente, tivemos problemas, mas com o tempo bom que fez ontem pela manhã, conseguimos recompor”, assegura.

 

O GDF tem hoje duas fontes oficiais de massa asfáltica. A usina da Novacap e outra, contratada por meio de licitação. Fora isso, em tempos muitos chuvosos e com contratempos como estes apontados pelo secretário, o GDF recorre à compra extraordinária de massa ensacada. Segundo o secretário, uma carreta com capacidade de cerca de 30 toneladas de massa já foi solicitada. “O gasto depende do tempo e de quantas vamos precisar”, justifica Silvério, sobre o gasto com o material.

 

“O que vivemos é uma situação de calamidade”, avalia o professor de Engenharia Civil da Universidade de Brasília (UnB), Dickran Berberian, especialista em patologia de estruturas. Segundo o engenheiro, três fatores agravam a situação do DF: o crescimento da cidade, a falta de infraestrutura das vias e problemas com manutenção.

 

Alterações

 

Para começar a mudar esta realidade de constantes buracos pelas ruas, a primeira medida, segundo Berberian, é planejar um novo asfalto para a capital. “Brasília cresceu mais do que deveria e a pavimentação usada era para um número de carros, peso e fluxo, que foi totalmente alterado. É preciso analisar quantos veículos passam por hora e qual o tipo de veículo e, a partir disso, pensar em algo que suporte.”

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (12) do Jornal de Brasília.

 

 

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