Uma estudante que estava grávida de cinco meses de gêmeos sofreu um aborto após o plano de saúde não autorizar sua internação. Vanessa de Carvalho foi para o Hospital Brasília, no Lago Sul, com fortes cólicas no dia 27 de Junho. Os médicos apenas receitaram repouso absoluto e nifedipina – remédio que inibe o aborto espontâneo- enquanto o convênio não permitia sua internação. Ela ficou quatro horas na emergência sem tomar a medicação receitada devido à negação da autorização de internação da Amil.
Uma médica do hospital confirmou que o plano de saúde não concedeu sua internação. A médica escreveu um relatório para o Ministério Público da União denunciando o caso. A equipe médica também informou que o remédio nifedipina havia acabado. Um médico relata que a farmacêutica do hospital estava em uma drogaria tentando conseguir a medicação, mas sem sucesso.
O marido da mulher teve que pagar pela medicação e pela internação. Apenas após 30h, Vanessa conseguiu ser internada. Era tarde. Ela perdeu os dois bebês. Um por aborto espontâneo e o outro teve que ser retirado porque a paciente contraiu uma infecção.
O plano de saúde da família nega a proibição de internação. Em nota, a Amil informa que, mesmo com a carência, o paciente tem direito a 12 horas de internação imediata em caso de emergência. Os R$ 9 mil gastos pela família no hospital não serão cobrados, a decisão foi do Tribunal de Justiça.