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Brasília

Após 20 anos de trabalho, Oficina Perdiz pode deixar de existir

Arquivo Geral

04/07/2010 8h29

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Em meio a uma oficina, eis que surge um teatro. As peças ficavam mais de um ano em cartaz, os grupos não pagavam aluguel e o idealismo matava a fome dos coordenadores. A história tem jeito de sonho, mas tornou-se realidade nas mãos de José Perdiz, 78 anos. Hoje a arquibancada não tem mais plateia, as luzes estão queimadas e o palco perdeu o espaço. Essa é a triste realidade do Teatro Oficina Perdiz. Foram 20 anos de trabalho. Agora o espaço corre o risco de desaparecer.

 

“Sonhei em ter uma casa de espetáculo, com sala de música e biblioteca. Mas sem dinheiro não tenho condições”, lamenta Perdiz. Para o mecânico, a relação com o teatro surgiu por acaso. O sobrinho, Ivan Marques, formou-se no Teatro Dulcina e precisava de um local para ensaiar com o grupo. Perdiz então cedeu o espaço da oficina que construiu. Esse foi o primeiro passo da Oficina Teatro Perdiz. A partir daí espetáculos, shows, exposições, cinema, as mais diversas formas de expressões artísticas tomaram conta do espaço.

 

Há 40 anos Perdiz está na 708/709 Norte, porém em um espaço considerado área pública. Ele conta que já sofreu inúmeras ameaças para sair do local. “A própria cultura da cidade me atrapalhou, porque considerava aqui um teatro sem expressão”, angustia-se.

 

Leia mais na edição deste domingo (4) do Jornal de Brasília.

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