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Brasília

Aperta o cerco aos criminosos na Região Metropolitana

Arquivo Geral

04/04/2012 7h14

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

AForça Nacional e as polícias Civil e Militar de Goiás deram início a uma grande operação para reduzir os altos índices de criminalidade, que colocam as cidades da Região Metropolitana do DF entre as mais violentas do mundo, com grande número de homicídios. Na primeira etapa da Operação Cerrado, que prossegue até hoje às 18h,  32 pessoas já foram presas. No total, a meta é cumprir 1.050 mandados de prisão em dez municípios.

Se todos os mandados forem cumpridos, a segurança pública de Goiás terá um grande problema a resolver. Não há onde acomodar tantos presos. O comandante do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do Entorno do DF, coronel Divino Efigênio de Almeida,  admite que os suspeitos não ficarão em boas condições, uma vez que a Agência Prisional, localizada entre Luziânia e Cristalina, está lotada. “Houve reunião com a diretoria do presídio 15 dias antes dessa operação. Agora, os presos ficarão em barracas cedidas pelo Exército e serão escoltados pela polícia”, disse.

Um servidor do sistema prisional, que preferiu não se identificar, afirmou que a capacidade do presídio é de 139 pessoas, mas já acomoda 248. “Existem apenas dois agentes para tomar conta de 248 homens. Chega a ser perigoso para os agentes”, afirmou.

 Segundo o agente, as barracas são provisórias. “Vai haver uma triagem entre os presos que já estão no presídio e os que chegarão. Quem tiver pena inferior a quatro anos será liberado, poderá pagar fiança e responder em liberdade”, explicou. A direção do presídio, porém, negou o uso de barracas.

A Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) afirmou que não está sabendo da situação, uma vez que “as prisões ocorreram perto de Brasília”.

  Construção

Em setembro do ano passado, o Governo de Goiás anunciou a criação de três novos presídios na Região Metropolitana do DF:  em Águas Lindas, Formosa e Novo Gama, com um total de 882 vagas. Estima-se o custo das obras  em R$ 40 milhões.

 Além disso, o governo também fará uma reforma para ampliar os já existentes. Serão criadas 24 vagas nas cadeias do Novo Gama e de Valparaíso, 48 em Santo Antônio do Descoberto e mais 42 em Águas Lindas.

 Entre os criminosos procurados, há pessoas envolvidas em roubos, homicídios, latrocínios, estupros e tráfico de drogas. Os trabalhos se concentram nas cidades goianas de Luziânia, Cristalina, Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Águas Lindas de Goiás, Planaltina de Goiás, Formosa e Padre Bernardo.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (4) do Jornal de Brasília.

 

 

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