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Brasília

Apenas ônibus, vans escolares e táxis trafegam à esquerda, entre Taguatinga e SIA

Arquivo Geral

01/02/2012 7h02

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Agora já está valendo. As faixas da esquerda da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) são exclusivas para veículos do transporte coletivo urbano, como ônibus e vans escolares, além de táxis. De acordo com o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), nesta fase inicial apenas oito linhas trafegarão pelas pistas de concreto. Ao todo, 40 ônibus urbanos do DF vão passar pela faixa, número que pode dobrar nos horários de pico.  Em caráter semiexpresso, os ônibus não param em nenhum ponto da EPTG. É um alívio para o usuário do transporte coletivo, porém os motoristas reclamam que, para eles, o trânsito complicou. Por isso teve gente que desrespeitou a nova regra.

 

 

A pista exclusiva tem pintura de faixa contínua e placas indicativas no início de cada sentido do trecho que liga Taguatinga ao Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). O DFTrans vai monitorar os primeiros resultados para avaliar se há necessidade de converter outras das 35 linhas operantes na via para o sistema semiexpresso. Os outros ônibus coletivos continuam dividindo as demais faixas com os carros de passeio.

 

 

No início da manhã do primeiro dia de vigência do novo sistema já era possível ver o enorme engarrafamento e, junto com ele, motoristas indignados. “Quando a EPTG foi entregue, o trânsito ficou  melhor, pois o número de faixas tinha aumentado. Agora, com essa redução, vai voltar tudo ao que era antes”, afirma o corretor de imóveis Salorram Sales. O motorista Edson Ferreira, diz que fazer as entregas está mais complicado. “Até três entregas chegam atrasadas”, explicou.

 

 

Opiniões divididas

 

A medida divide opiniões. Enquanto motoristas de carros de passeio reclamam da redução de faixas, os usuários veem o corredor exclusivo com bons olhos. “Normalmente, pego o ônibus das 7h30 para chegar às 9h no trabalho. Hoje, peguei o de 8h20 e estou chegando no horário. Além disso, o deslocamento ficou mais seguro e o ônibus está mais vazio, não tem estresse. Espero que continue assim e que de fato funcione”, reivindica a recepcionista Taís Mario Nunes.

 

 
O assistente administrativo Saulo Leandro Almeida resolveu testar o sistema e, no primeiro dia, aprovou. “Deixei o carro em casa e resolvi pegar o ônibus. Até agora, foram 25 minutos e já estou próximo do trabalho. Se fosse de carro demoraria pelo menos  50 minutos”, disse.

 

 

A advogada Lucineide de Oliveira não acredita na alternativa: “Não vejo eficiência em tudo isso. A quantidade de ônibus que trafega na faixa exclusiva é muito pequena e não justifica sua redução. Ainda assim, o trânsito está complicado.”

 

Leia mais edição impressa desta quarta-feira (01) do Jornal de Brasília.

 

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