Francisco Dutra
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Caminhar, correr e pedalar de bicicleta perto da rede de alta tensão de energia elétrica no Taguaparque é perigoso. Por isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) exigiu a tomada de providências. Como a rede de transmissão estava presente antes da construção do parque, a agência multou a Companhia Energética de Brasília (CEB) por permitir a instalação do Taguaparque. Paralelamente, determinou o isolamento dos pontos críticos e a solução do problema. Mas os tapumes não afastam a população. Algumas pessoas continuam praticando exercícios dentro das áreas isoladas.
Segundo a Aneel, por questão de segurança, não é possível permitir a abertura do parque com a atual rede de alta tensão. Inicialmente, a multa aplicada foi de R$ 2,8 milhões e o prazo para a regularização da situação, de 90 dias. A CEB recorreu e conseguiu reduzir a penalidade para R$ 1,1 milhão e alongar o período para acertar a situação para 240 dias (oito meses), que começaram a ser contados em 23 de abril, quando o auto de infração foi oficializado. Caso a situação persista, a Aneel deverá aplicar outro auto de infração de R$ 1,7 milhão.
A Administração Regional de Taguatinga já isolou duas quadras de esportes, a PEC e a pista de skate (próxima a rua 12 da Vicente Pires), o campo de futebol e o estacionamento (localizados na entrada da Rua 10 da Vicente Pires), pista de Cooper (entre a Rua 8 de Vicente Pires e o ginásio), a lateral do estacionamento em frente ao Centro Cultural, o parque infantil e parte do estacionamento da Administração do Taguaparque.
A princípio, a solução da CEB para o problema no Taguaparque é a compactação da rede de alta tensão, com apenas um cabo, teoricamente, seguro.
Os recursos para o projeto partirão da Secretaria de Obras. A pasta afirmou que aguarda informações da CEB para liberar o dinheiro.