Carlos Carone
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Mais do que alimentar o vício, as drogas são usadas como estímulo para encorajar adolescentes em conflito com a lei no momento em que decidem cometer atos infracionais graves. Crack, maconha, cocaína e até haxixe passaram a ser consumidos em larga escala, segundo dados da Polícia Civil do Distrito Federal. Apenas este ano, mais de 33 quilos de drogas foram apreendidas com adolescentes.
Ao todo, a Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II), que cobre oito das cidades mais violentas do DF, como Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas, realizou, nos primeiros dez meses deste ano, 656 apreensões de drogas, uma média de duas por dia, contra 388 feitas no mesmo período do ano passado.
A quantidade de apreensões envolvendo cocaína chamou a atenção das autoridades, principalmente por se tratar de uma droga considerada cara, antes consumida por jovens de classes média e alta. Foram 156 apreensões de cocaína que somaram quatro quilos da droga.
Em termos de números, a cocaína só perde para a maconha, droga mais consumida entre os adolescentes envolvidos em atos infracionais no DF. A erva é responsável por quase 90% das apreensões, com 27,3 quilos.
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