Bruna Sensêve
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Não é somente a ausência do alvará de funcionamento e da Carta de Habite-se que mostra a situação irregular de edifícios públicos, como publicou o Jornal de Brasília em reportagem na edição de ontem. A falta de manutenção também é um fator preocupante para quem utiliza os prédios e para o bolso do contribuinte. De acordo com a Defesa Civil do DF, estudos internacionais mostram que cada dólar investido em manutenção e prevenção das edificações equivale a uma economia de sete a dez dólares que seriam usados para a reconstrução ou reabilitação de uma estrutura severamente danificada.
Um exemplo atual desse descuido é o edifício onde fica a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), na 702/902 Sul. Esta semana, o prédio foi notificado pela Defesa Civil devido ao comprometimento de sua estrutura com diversas goteiras, infiltrações e deslize de reboco, além de blocos de gesso que caíram do teto.
“A queda do revestimento e as infiltrações dão sinais de que há muito tempo não é realizada uma manutenção das estruturas, pelo menos nos últimos 15 anos. Pode ter acontecido uma ali outra, mas de maneira isolada”, explica o subsecretário de Operações Defesa Civil do Distrito Federal, coronel Sérgio José Bezerra.
Ele considera que o risco de acidentes é grande, pela possibilidade de que um dos blocos soltos do teto machuque quem passa por baixo, dependendo do tamanho e volume, com risco de morte. Algumas áreas precisaram ser isoladas.
Leia mais na edição desta quinta (12) do Jornal de Brasília.