O Tribunal do Júri de Brasília ouve nesta sexta-feira (16) uma das acusadas do processo do chamado Caso Villela que apura o triplo homicídio ocorrido na 113 Sul, em agosto de 2009. Adriana Villela prestou depoimento por mais de duas horas falando sobre o crime e pontuando o que considera como falhas da polícia por ocasião da apuração dos fatos. Disse que nunca acreditou na versão da vidente que, para ela, caracterizou uma investigação “pouco técnica e científica”.
A audiência teve início às 10h, quando foi ouvida a última testemunha de defesa, uma amiga de Adriana que disse conhecê-la desde 95. A arquiteta afirmou frequentar a casa dos Villela a quem definiu como “pessoas muito amorosas, mas muito firmes em suas opiniões”. Sobre Adriana, disse que a amiga era “muito mais ligada à arte e à beleza do que à ostentação e ao luxo” e que sua mãe “sempre foi sua grande apoiadora e torcedora”.
Entenda o caso
Em agosto de 2009, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, foi esfaqueado e morto em seu apartamento na quadra 113 da Asa Sul. Da mesma maneira foram mortas sua esposa, Maria Villela, e a empregada do casal, Francisca da Silva.
Sete pessoas chegaram a ser detidas sob suspeita de envolvimento no triplo assassinato, entre elas, a filha das vítimas, a arquiteta Adriana Villela, que seria a mandante do crime.
Leonardo Campos Alves confessou os crimes e foi preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Paulo Cardoso Santana e Francisco Aguiar, que teriam ajudado nos assassinatos, também foram enviados à prisão, mas negaram participação nas mortes.
Em setembro de 2010 a Polícia Civil também ordenou a prisão de outras cinco pessoas: a vidente Rosa Maria Jacques e o marido dela, João Tocheto de Oliveira, o policial civil José Augusto Alves e a primeira delegada responsável pelas investigações, Marta Vargas.