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Brasília

Adolescente sofre tentativa de homicídio em porta de escola na Ceilândia

Arquivo Geral

12/12/2011 23h16

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Um adolescente de 15 anos, ex-aluno da 5ª Série do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 60, na Área Especial da QNO 18, Setor O, em Ceilândia, foi baleado com cinco tiros disparados à queima-roupa. A tentativa de assassinato ocorreu  por volta das 17h de desta segunda-feira(12), logo após uma festa de confraternização na escola.

 

O garoto está internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).  Segundo uma irmã da vítima, de 16 anos, há suspeita de que o jovem tenha perdido parte do pulmão e precisou passar por uma cirurgia. Ela disse ainda que o estado de saúde do menor é muito grave.

 

Os tiros atingiram o tórax e o braço direito. Um colega contou que o rapaz tinha acabado  de sair da confraternização da escola e ficou conversando com colegas, a menos de 20 metros do CEF 60. O autor foi sorrateiro. Parou a bicicleta na esquina e surpreendeu o desafeto pelas costas. Se aproximou e disparou os tiros a curta distância.

 

Enquanto a vítima era levada ao hospital por um comerciante da região, o autor fugiu. “Estávamos dançando e brincando na escola. Eu, ele e outros colegas saímos e de repente aconteceu isso. Ainda bem que o moço da loja é amigo da   família dele e nos ajudou a levá-lo ao hospital”, disse um colega.

 

De acordo com o garoto, durante o percurso para o hospital, o menor tentou dizer o nome do autor, mas as palavras não saíam  com clareza por causa das dores sentidas. Suspeita-se  que o autor  dos tiros seja um garoto com quem a vítima teve um desentendimento na última sexta-feira.

 

No dia seguinte, o rival tentou matar o estudante. Disparou três tiros, mas não o atingiu. Para preservar a vida do filho, o pai,  que é mecânico, o levou para a casa da mãe, em Taguatinga, mas o adolescente voltou ontem. O casal tem três filhos e está separado. Um dos meninos mora com a mãe e dois com o pai, em Ceilândia.

 

Um vizinho do local do crime, que pediu para não ter o nome divulgado, afirma que alguns estudantes da escola não assistem aula e ficam na esquina usando droga. Ele diz que esse fato é o reflexo da ausência da polícia para inibir a criminalidade na porta da escola e a falta de compromisso dos pais com os filhos. “O negócio é feio. Ninguém quer estudar ou trabalhar e o caminho é a morte”.

 

Além dele, dezenas de pessoas viram o autor dos tiros fugir. A tentativa de assassinato foi registrada na 24ª Delegacia de Polícia (Setor O).  Não havia delegado de plantão para comentar o caso. Segundo  um agente, o plantonista  estava responsável pela delegacia de Ceilândia e de  Brazlândia. Só iria à delegacia em caso de flagrante.

Por se tratar de um crime envolvendo menores, provavelmente o caso será encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA II), onde funcionava a Academia de Polícia, em Taguatinga.

 

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