Luiz Augusto Gomes
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Moradores da Quadra 18, no Paranoá, presenciaram mais um crime bárbaro, no início da noite de ontem. O estudante da 6ª série, G.S., de apenas 13 anos, foi assassinado com um tiro de revólver nas costas. Há indícios de que o garoto tenha sido confundido por supostos rivais ou que o crime seja passional. Ele não tinha envolvimento com nenhum ato infracional.
Por volta das 18h30, quando a barbárie aconteceu, G.S. caminhava com um primo de 14 anos, quando foi atingido pelo tiro fatal. O suspeito do assassinato perseguiu o primo da vítima, que teria se refugiado em uma casa para conseguir escapar.
O menino havia saído de casa por volta das 17h, com o primo. Teria ido na casa de um colega buscar um material para fazer um trabalho da escola. No momento em que retornava, foi atingido. Moradores da rua onde ocorreu o crime afirmam ter ouvido o disparo. “Na hora, pensei que fosse uma bombinha. Ouvi barulho de uma confusão, saí e tinha um grupo de pessoas em volta dele”, disse uma vizinha.
Segundo relatos de moradores do conjunto, o suspeito seria outro adolescente. Uma tia de G.S., que não quis se identificar, suspeita que o assassinato tenha sido provocado por disputa de namorada. “Ele não tinha envolvimento com criminosos. Esteve ontem em minha casa, conversando com meus filhos. Percebi que o assunto eram namoradinhas e talvez tenha alguma relação”, afirmou.
Bom menino
Os pais do garoto estiveram ao local. A mãe reconheceu o corpo do filho, mas passou mal e foi levada pelo marido, a pedido da polícia. O cabo Sandro Pereira, comandante da viatura 2375, do 20º Batalhão da Polícia Militar (Paranoá), foi o primeiro policial a chegar e isolou a cena do crime.
O militar conversou com parentes do garoto e afirmou que a vítima era um bom menino. Tanto policiais militares quanto civis estão à procura do suspeito. Um homem chegou a ser preso com um revólver, mas até o fechamento desta edição a polícia não havia confirmado se o suspeito tinha envolvimento com o assassinato.
A delegada Izabela Ribeiro, plantonista na 6ª DP, também esteve na cena do crime. Pelo menos duas pessoas prestaram depoimento, mas as declarações foram mantidas em sigilo para não prejudicar as investigações das causas e autoria do homicídio.