Um homem de Planaltina deve se sentar no banco dos réus nesta quinta-feira (15/12), a partir das 13h, sob a acusação de homicídio contra sua companheira. E.P.N., 26 anos, responderá pela suposta autoria do crime no qual a moça teve seu pescoço cortado.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público no início do processo, “no dia 12 de junho de 2011, por volta da 01h00, na Quadra 06-A (…) Arapoanga, Planaltina/DF, o denunciado E. P. N., agindo por motivo fútil e com emprego de meio cruel, de maneira livre e consciente e com inequívoca vontade de matar, utilizando-se de uma faca, cortou o pescoço de sua companheira Jislene Leite dos Santos, causando-lhe os ferimentos que foram a causa eficiente de sua morte. Na noite dos fatos, o denunciado e a vítima, que viviam em união estável há aproximadamente doze anos, tiveram um desentendimento e entraram em luta corporal, quando o denunciado pegou uma faca e desferiu um golpe no pescoço da vítima. Como a vítima, mesmo ferida, continuou de pé, o denunciado passou a faca por todo o seu pescoço, o que fez com que ela caísse. Ao perceber que a vítima ainda estava viva, o denunciando lhe deu um terceiro golpe, fixando a faca em seu pescoço, batendo em seu cabo com a mão para que penetrasse com maior profundidade e puxando para a lateral”. Considera o MP que “o crime foi praticado por motivo fútil, vez que o denunciado ceifou a vida da companheira em razão de uma mera discussão do casal”. Para a acusação, “o denunciado utilizou-se de meio cruel, atingindo a vítima desferindo três golpes no pescoço da vítima, o último quando está já estava caída no chão, de modo a causar-lhe imensa dor e sofrimento.”
Em seu interrogatório judicial, E.P.N. confessou a autoria dos fatos, mas que teria agido por legítima defesa para revidar tapas que a vítima lhe desferia. Contou que havia saído para pegar um dinheiro e que, quando chegou, a vítima estava bebendo com um vizinho. Ele teria dito que mandaria o vizinho embora e que a mulher teria lhe dado um tapa ao qual reagiu. Afirmou ainda que as discussões entre o casal eram frequentes.
O réu, que está preso, foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel.