“O empreendedorismo não necessariamente é criar uma empresa”, declarou o diretor do
Senac, Luiz Otávio Neves durante o Fórum Empreendedorismo, que ocorre neste momento no
Auditório da Federação das Indústrias de Brasília (Fibra).
“Empreender é inovar e melhorar sempre; seja em casa, no trabalho ou em qualquer
atividade cotidiana”, emendou. Neves listou uma série de fatores considerados
impulsionadores do empreendedorismo.
O primeiro são as políticas governamentais, “elas têm um peso grande mas não devem ser
encaradas como limitante”, comenta. Em seguida, o palestrante citou a gestão das empresa
,que segundo ele, devem ser abertas às sugestões das empresas.
Por fim, a capacitação para o negócio a ser desenvolvido, que inclui, ainda, a formação
familiar e o ambiente sócio cultural. “As pessoas vão até onde consegue enxergar.”
O pipoqueiro, a costureira e o carpinteiro são alguns exemplos de pessoas que hoje têm
condições de ter o próprio CNPJ, graças ao programa Empreendedor Individual. O diretor-
superintende do Sebrae-DF, calcula 125 mil empresas se enquadram nesse perfil, além de
outras 87 mil micro empresas no DF. Os dados foram apresentados nesta manhã, durante o
Fórum Empreendedorismo.
Os dados do Sebrae apontam que 16,9% dos empreendedores apontam a burocracia como maior
dificuldade para se desenvolver. Em segundo lugar, com 16,7%, está a falta de dinheiro.
“É preciso conscientização, porque temos os recursos recursos sobrando do Fundo
Constitucional do Centro Oeste”, declarou.
Exatos 7.642 mil micro empreendedores se formalizaram por meio do Programa Empreendedor
Individual no DF até o último dia 15 de abriu, revelou José Carlos De Luca,
diretor-superintendente do Sebrae-DF, durante o Fórum Empreendedorismo.
O DF sempre se situa entre os quatro a cinco melhores estados sob o ponto de vista da
qualificação básica necessária para o empreendedorismo. “Quando você vê todas as
deficiências que enfrentamos, imagine os outros Estados. Hoje em dia, o Ensino Médio
praticamente não ajuda o ingresso dos estudantes ao mercado de trabalho”, respondeu o
diretor do Senac-DF, Luiz Otávio Neves, durante a rodada de perguntas.
A demanda principal do Senac vem dos próprios empresários, que procuram a organização em
busca de mão de obra qualificada, revelou Luiz Otávio Neves. “Os programas de
qualificação devem ser adequados à necessidade do mercado, por isso o diálogo com os
empregadores é fundamental para casar o currículo de aprendizagem coma realidade do
mercado”, disse.
“O primeiro passo do sucesso é o planejamento. A falta dele, é a principal causa para a
morte das empresas”, pondera José Carlos De Luca, do Sebrae DF. O planejamento envolve
público alvo, orçamento, objetivos e metas. “Isso vale para qualquer organização,
carreira, evento etc.?, emendou.
Maria Eugênia: A pessoa nasce empreendedora?
“Estou seguro que não nascemos empreendedores. É tudo uma questão sócio cultural. O
empreendedorismo é aprendido. Mas há sempre a influência das características pessoais de
cada um. Há três tipos de empreendedores: o técnico, o que contrata quem entende para
fazer e o ideal, que é o que tem uma noção de como fazer mas sabe o que precisa fazer”,
respondeu Luiz Otávio Neves.
Nesse momento está encerrado o Fórum empreendedorismo. “Brasília é uma cidade
empreendedora. Ela nasceu do empreendedorismo e do espirito de tudo que falamos aqui”,
declarou a editora-chefe do Jornal de Brasília, Maria Eugênia.
Aguarde mais informações.